quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Problemas?


Problemas? use o bom humor e a maturidade! Se não solucionar, pelo menos o problema fica menor e a vida mais leve. Por: MC

A mente futurística: otimistas vivem mais


seg, 25/07/11   por Alysson Muotri | categoria Espiral   G1

Leciono neurociências para estudantes das áreas de saúde e costumo começar uma das aulas pedindo para levantarem a mão aqueles que se acham mais inteligente do que a média. Como esperado, a grande maioria das pessoas acredita que se encaixa nos 10% mais espertos do planeta– o que é simplesmente impossível. O mesmo truque aplica-se quando pergunto quem se acha bom motorista, quem tem filho prodígio ou mesmo quem acredita que viverá até os 100 anos. Sempre superestimamos nossa própria capacidade e esperamos que o futuro será muito melhor do que a realidade.
O fenômeno é uma característica tipicamente humana, conhecida como “viés otimista”, atingindo todas as faixas etárias, independente de religião, classe econômica, etc. Vale notar que o pessimismo social, principalmente após um desastre natural (tornado, enchente) ou evento marcante (corrupção, assassinato), pode crescer coletivamente na população. Mas não é sobre isso que estou me referindo, o otimismo pessoal é resistente a tudo.
Essa distorção positiva da realidade tem consequências sérias para o próprio indivíduo: você não se prepara pra uma prova o quanto deveria, não se arrepende de uma decisão errada ou não acha que precisa ir ao médico. Por outro lado, esse otimismo inspira, nos motiva a continuar seguindo em frente ao invés de simplesmente desistir de algo.
A lição é simples, sem otimismo nossos ancestrais estariam acomodados em cavernas, sonhando com dias melhores, e não estariam dispostos a migrar para áreas desconhecidas em busca de melhores condições.
Para progredir na vida, precisamos imaginar realidades alternativas, melhores do que a que temos, e realmente acreditar que possamos atingi-las. Essa fé ajuda a focar nos objetivos e metas individuais. Por isso mesmo, pessoas otimistas tendem a trabalhar mais e a ganhar melhores salários. Também têm melhores poupanças. Apesar de não se divorciarem menos do que os pessimistas, os otimistas têm mais chances de se casar novamente. É o real triunfo da esperança sobre a experiência.
E mesmo que esse otimismo pareça uma ilusão futurística, o fato de ser otimista traz vantagens imediatas. Pesquisas mostram que ter esperanças e imaginar situações melhores mantém a mente livre de estresse e melhora o condicionamento físico. O pensamento positivo é um dos fatores principais para o envelhecimento sadio. Pessoas otimistas com doenças do coração, por exemplo, tendem a cuidar da dieta e fazer mais exercícios do que os pessimistas, reduzindo o risco de uma futura complicação. O mesmo acontece com pacientes com câncer. Os desesperados morrem mais cedo.
Tudo leva a crer que o otimismo estaria estampado geneticamente em nosso genoma, afetando redes neurais específicas. Essa conclusão é de suma importância para psicologia e neurociência: nosso cérebro não reflete apenas o que aconteceu no passado, durante a evolução. Nosso cérebro estaria sendo constantemente modelado pelo futuro.
Fortes evidências de que isso realmente acontece vem de trabalhos que buscam a reconstrução de memórias humanas após acidentes graves. Pessoas que presenciaram momentos dramáticos (de dor ou perda) diluem detalhes importantes dessas memórias com o tempo. Seria como se o cérebro forçasse a mente a esquecer, ou mesmo atenuar, o incidente. Mães em partos traumáticos tentam um segundo filho. Surfistas atacados por tubarão sonham em voltar a surfar no mesmo local. O cérebro não parece ser programado para o replay de memórias traumáticas. O cérebro está programado para memórias futuras, inserindo e deletando informações importantes, criando uma imagem futurística muito melhor do que o passado ou realidade.
Repare que isso acontece conosco o tempo todo, mesmo em ações mundanas, banais. Sempre esperamos mais, algo inusitado, que seremos premiados de alguma forma. Se tivermos que imaginar uma viagem longa de avião, pensamos na comida, no filme, nas pessoas interessantes que vamos conhecer. Nunca pensamos no incômodo das poltronas, nos atrasos, ou no bebê chorão. O mundo do futuro é muito melhor do que a realidade. Nossa tendência otimista parece ser uma consequência de como a evolução selecionou a atual arquitetura do cérebro do homem moderno.
Um ser otimista é um ser que consegue se projetar no futuro. Nesse aspecto, o cérebro humano é extraordinário, uma perfeita máquina do tempo. Pode parecer trivial, mas a capacidade de nos posicionarmos no passado e no futuro foi essencial para nossa sobrevivência. É relativamente simples de entender porque essa habilidade foi selecionada. O planejamento racional, de comida, aquecimento, etc, permite usufruirmos disso tudo em épocas mais difíceis. O mesmo mecanismo nos permite antecipar como as ações que acontecem hoje irão influenciar as futuras gerações. Afinal, se não fosse isso, estaríamos realmente preocupados com o aquecimento global?
A contrapartida dessa vantagem parece ser a aquisição da consciência de que somos mortais. Essa consciência deve ter levado centenas de populações humanas para um beco-evolutivo sem saída. A consciência da morte atrapalha a evolução. Discuti esse ponto anteriormente (clique aqui para ler) e acredito que o fator principal que tenha favorecido o Homo sapiens entre as outras populações humanas foi a paralela evolução da negação da morte. A única forma de obtermos a consciência de viajar mentalmente no tempo foi com o concomitante surgimento do otimismo irracional. A consciência da morte teve que emergir lado-a-lado com nossa persistente habilidade de imaginar um futuro melhor.
E quais seriam as redes neurais responsáveis pelo otimismo humano? A capacidade de imaginar o futuro é codificada parcialmente por uma região do cérebro chamada de hipocampo. Pessoas com danos no hipocampo não conseguem reaver memórias do passado. Também não conseguem projetar imagens ou cenários no futuro. Essas pessoas estão presas no presente. Com o hipocampo intacto, nós transitamos no tempo constantemente: lembramos de uma conversa que tivemos ontem e o que vamos comer no jantar de amanhã. Outras regiões que se mostraram importantes em trabalhos de ressonância magnética foram o córtex prefrontal, a amígdala e o córtex cingulato anterior. Essas regiões são ativadas precisamente quando temos pensamentos positivos e são menos ativas em pessoas altamente deprimidas. Pessoas com depressão moderada são, possivelmente, as mais realistas. É interessante notar que, na ausência de circuitos neuronais que ressoem o otimismo, os humanos seriam todos moderadamente deprimidos.
Por fim, talvez a questão mais relevante pra mim seja como conseguir levar adiante nosso otimismo, sem cairmos na própria armadilha de criar algo irreal. Autoconsciência do otimismo pode ser uma solução. O reconhecimento da própria ilusão otimista pode nos proteger de decisões erradas. Não é ruim pensarmos que viveremos até os 100 anos e buscar motivação para isso. Mas também não é mal começarmos a pagar aquele seguro saúde.
Tenho certeza de que o dia amanhã vai ser ensolarado, com belas ondas quebrando na Califa. Pode ser, mas tenho sempre um tapete de ioga no carro no caso do tempo virar.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dieese: nível de emprego é bom, mas salários estão baixos

De acordo com o economista Sérgio Mendonça, 90% dos postos de trabalho criados atualmente pagam até dois salários mínimos

Vinicius Konchinski, da 

Segundo Mendonça, a taxa de desemprego recorde divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o número de vagas criadas no país segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o mercado de trabalho no Brasil está aquecido. Apesar disso, disse ele, a remuneração dos trabalhadores ainda é baixa.
São Paulo – A criação de postos de trabalho e a redução do desemprego não são mais os maiores desafios do mercado de trabalho brasileiro, segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sérgio Mendonça. Na opinião dele, o país precisa, agora, priorizar melhorias na qualidade.
“Somos um país que, historicamente, tem salários baixos”, disse Mendonça à Agência Brasil. “Precisamos melhorar a qualidade dos nossos empregos e o valor dos salários pagos aos trabalhadores para alcançarmos um desenvolvimento social ainda maior.”
Segundo Mendonça, 90% dos postos de trabalho criados no Brasil atualmente são formais. Contudo, essas vagas pagam até dois salários mínimos aos trabalhadores (R$ 1.090,00). “Comparado com o salário de outros países, é pouco”, complementou o economista.
Para melhorar a remuneração dos trabalhadores, Mendonça disse que é fundamental que o país desenvolva setores econômicos que, tradicionalmente, remuneram bem. Entre esses setores, o economista destaca a indústria, o setor financeiro e o de saúde.
Ele disse também que é preciso que o país invista na formação de seus trabalhadores para que as vagas de bons salários possam ser preenchidas. “Ainda temos um problema de formação básica. Precisamos investir na educação”, disse Mendonça.
Sobre as perspectivas do mercado de trabalho para os próximos meses, a análise do economista é positiva. Ele afirmou que, no segundo semestre, a geração de vagas geralmente é maior que no primeiro semestre. Ele ressaltou, porém que os resultados consolidados do mercado em 2011 não devem ser tão bons quanto os alcançados no ano passado.
“O emprego cresce no segundo semestre. Isso é sazonal”, explicou Mendonça. “Agora, o desaquecimento da economia como um todo pode fazer com que o crescimento das vagas não seja tão grande quanto o do final do ano passado.”
Em 2010, o Brasil criou mais de 2,5 milhões de vagas de trabalho. No primeiro semestre deste ano, segundo o Caged, já foram criados 1,41 milhão de empregos,

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

APÓS PAGAR, SAIBA GUARDAR.




Documentos Diversos
Tipos de documentoPrazos de guarda
Contas de água, luz, gás, telefone, TV a cabo e internet5 anos
Fartura do cartão de crédito1 ano
Carnes de Crediário2 anos
Extratos bancários1 ano
Consórcio de veículosAté liberar alienação
Consórcio de imóveisAté Obter escritura definitiva
Contracheques5 anos
Notas FiscaisGarantia ou vida útil do bem
Recibos de condomínios5 anos
Recibos de aluguel3 anos
Recibos de pagamento da Casa PrópriaAté Obter escritura definitiva
Escritura de imóvelIndeterminado
Recibos de pagamento de doméstica5 anos
Contratos de Seguro1 ano
Recibos de planos de saúde5 anos
Carnes do IPTU / Taxa do lixo5 anos
Recibos do IPVA5 anos
Carnes do INSSAté Obter o benefício
Declaração do IR5 anos *
* Contatos do dia primeiro do ano seguinte ao da entrega da declaração

BUROCRACIA E CUSTO PARA AS EMPRESAS
Prazos que as empresas Têm para guardar documentos trabalhistas e outros
TIPOS DE DOCUMENTOSPRAZOS DE GUARDA
CAT. (Comunicação de Ac. Do Trabalho)10 anos
Comprovante do Exercício de atividade remunerado dos seg. e contr.individuaisindeterminado
Documento de retenção de 11% ao INSS10 anos
Folha de pagamento10 anos
Guia da Previdência Social10 anos
Atestado de Saúde OcupacionalTempo de validade
Aviso prévio comunicado ()2 anos
Caged3 anos
CONTRATO DE TRABALHOindeterminado
Cofins10 anos
FGTS (depósitos)30 anos
GFIP / SEFIP30 anos
Pedido de demissão2 anos
Perfil Profissiográfico Previdenciário20 anos
PIS / Pasep10 anos
Recibo de entrega do Vale-Transporte5 anos
Recibo de pagamentos de salários10 anos
Recibo de pagamentos de férias10 anos
Recibo de pagamento de 13 º salário10 anos
Rais5 anos
Relação de dep.bancário de salários5 anos
Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho2 anos
Comp. de Rend.Pagos e de Retenção na Fonte5 anos
Per / Dcomp5 anos
DCTF5 anos
Dirf (Declaração de IR na fonte)5 anos
Dimob5 anos
Declaração do ITR5 anos
Dacon5 anos
DIPJ5 anos
Fonte: Sescon-SP

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O que vocês acham desta campanha?


Ninguém segura este velhinho

Marili Ribeiro - O Estado de S.Paulo


As filmagens realizadas em Porto Alegre (RS), com temperatura próxima de zero grau, viraram um sacrifício para a "enfermeira" gostosa em sua roupa minúscula. Mas esse foi o único inconveniente durante a gravação do comercial da Ipiranga para o novo óleo lubrificante para motos de baixa cilindradas.
Para vender a ideia de que a linha possui tecnologia exclusiva que aumenta o rendimento e durabilidade do motor, a agência de propaganda Talent propôs uma cena inicial com a câmera fechada no rosto de um homem idoso de capacete. A trilha sonora é do tipo que remete ao eterno sonho do "road movie" e sua sensação de aventura. Mostra-se então o velho dirigindo sua moto ladeado pela enfermeira segurando o reservatório de soro.
A cena suave e divertida é acompanhada da mensagem: "sua moto tem que durar tanto quanto você". Para tal, basta usar um bom lubrificante.